sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Albuns de fotos dos Festejos Farroupilhas 2010

Este é o endereço do albuns de fotos do Grupo de Cavalgadas
Recanto dos Macegueiros nos Festejos Farroupilhas de 2010.
- XXIII Cavalgada da Tradição de Tres Cachoeiras
- Finais do Tiro de Laço no CTG Rincão de Estância de Arroio do Sal
- Apresentação do Grupo musical dos Macegueiros no CTG Rincão de Estancia
- VII Costelão de Tres Cachoeiras e apresentação de Luiz Marenco.


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"Macegueiros de Arroio do Sal para o Mundo"

sábado, 18 de setembro de 2010

XXIII Cavalgada da Tradição de Três Cachoeiras na óptica do Macegueiros.

Dia 09 de setembro de 2010. Arroio do Sal - Propriedade do Sr. Carlinhos Scheffer (Lageadinho, Tres Cacheiras)

O Grupo de Cavalgadas Recanto dos Macegueiros foi convidado e com muito orgulho aceitou participar da XXIII Cavalgada da Tradição do município de Três Cachoeira. Os componentes do Grupo resolveram seguir a cavalo, seguindo a tradição dos seus ancestrais, quando iam ao sopé da serra para comprar produtos e levar peixes do nosso litoral. Quinta feira, 09 de set de 2010, saíram da praia, município de Arroio do Sal, ao amanhecer e seguiram para aventura de transpor a BR 101 e chegar a Três Cachoeiras. Após 5 hora no lombo do amigo cavalo, chegaram ao distrito de Santo Anjo da Guarda e foram recepcionados pela família do Jonas Carreirinha, com um lauto almoço, tendo como prato principal um cabrito na brasa, que estava sensacional. Após breve descanso, seguiram, via estrada do Guerreiro, para o local denominado Lageadinho e daí para a propriedade do Sr. Carlinhos Scheffer e dona Terezinha. Ao animais cansados foram desencilhados e colocados no potreiro com muito pasto e água em abundancia e os baguais nas cocheiras previamente preparadas pelo anfitrião. O Casal, Carlinhos e Terezinha, acolheram os macegueiros de modo carinhosos como fossem filhos retornando a casa paterna. Local para dormir, banheiro a disposição para banhos e um jantar, churrasco, de dar inveja a muitas churrascarias de prestigio nacional. Ao Macegueiros participaram ativamente as homenagens prestadas ao Sr. Carlinhos quando do acendimento da chama crioula e após realizaram uma seção musical com uma tertúlia livre. (Ailton no acordeom, Antonio Chaikoviski e Patrique nos violões, Raul na percussão e os demais no vocal).

Pela manhã, o casal anfitrião, ofereceu um café que mais parecia um café colonial. Ao se despedirem, já sentiam saudades dos bons momentos que passaram naquela hospitaleira propriedade. Como é bom sentir saudades, pois, só se sente saudade das coisas boas que acontece. Até breve Sr Carlinhos Scheffer e dona Terezinha, pois a jornada prossegue.







domingo, 29 de agosto de 2010

Festa surpresa para o Antonio Chaicoviski

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Aniversário da Bruna e da Debora

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Aniversário da Bruna e da Debora

quarta-feira, 7 de julho de 2010

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A historia de um Macegueiro

[21H:46MIN] 21/06/2010 - CULTURA

O “macegueiro” José Otávio Netto Gonçalves conta sua história

Na tarde fria e chuvosa de sábado, o projeto Histórias de Vida, promovido pelo Complexo Cultural Santa Thereza entrevistou seu sexto personagem, o engenheiro agrônomo José Otávio Netto Gonçalves, 72 anos.



No palco do Teatro de Santo Antônio, Sapiran Britto (e) recebeu Gonçalves. O relato feito pelo agrônomo foi gravado em áudio e vídeo para compor o acervo do Memorial da Vila de Santa Thereza.
Antes de subir ao palco e acomodar-se na poltrona do cenário montado para ilustrar a entrevista, Gonçalves conversou com a reportagem do Jornal MINUANO. Em uma das salas do memorial, sentado em frente à lareira que aquecia o ambiente com fogo brando. O agrônomo falou sobre o projeto Histórias de Vida, contou sobre suas origens, sua formação e o trabalho desenvolvido voltado para a proteção, preservação e desenvolvimento do Bioma Pampa.
Deitada sobre uma almofada, uma gatinha fugia da tarde fria. A gata, assim como os cães aquerenciados na Vila de Santa Thereza, são os mascotes do lugar. Adotados pelos membros do Complexo Cultural. Gonçalves deixou de lado o mate que sorvia e ajeitou-se no sofá, e logo ganhou a companhia da gata ao seu lado .

Neste ambiente de aconchego, o senhor de 72 anos, com fala mansa e tranquila, resgatou em palavras alguns memórias de uma vida dedicada às pesquisas na unidade da Embrapa Pecuária Sul em Bagé, ao Grupo Ecoarte e no Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcísio Taborda (NPHTT). Neto do intendente José Otávio Gonçalves, de quem herdou o nome, parente de sangue dos ideais farroupilhas já que é descente do general Netto, o engenheiro agrônomo é filho do torrão bajeense.
Nascido em Bagé, cresceu na vizinhança da avenida Presidente Vargas, local que escolheu como moradia até hoje. Formando na Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde também se graduou mestre, Gonçalves veio para Bagé trabalhar no Ministério da Agricultura, na antiga Fazenda Cinco Cruzes, a qual, em 1975, transformou-se no Centro de Pesquisas dos Campos Sul Brasileiros da Empresa Brasileiro da Pesquisas Agropecuárias (Embrapa).
Com seus trabalhos voltados para a nutrição animal, focado no manejo do campo nativo, Gonçalves e muitos dos pesquisadores que defendiam o potencial da vegetação natural do Bioma Pampa eram carinhosamente, ou não, chamados de macegueiros. “Não que eu não tenha trabalhado com pastagens cultivadas, mas nos idos de 1960 e 1970 o pessoal que trabalhava como a pastagem nativa era chamado de macegueiro”, conta com um sorriso de orgulho.
Gonçalves foi o primeiro chefe geral da Embrapa Pecuária Sul, indicando, após sua saída do cargo, o pesquisador Joal Brazale. Dedicado à preservação do Bioma Pampa, Gonçalves lamenta a redução gradual da área constituída. “Ainda temos um Bioma Pampa, mas bastante reduzido e perturbado. É claro que é difícil mantê-lo preservado atualmente, devido às necessidades de expansão econômica”, observa.
No Ecoarte, entrou como representante da Embrapa, após aposentar-se como pesquisador, reconhece: “peguei o vício pelo Ecoarte”. No NPHTT Gonçalves participou da fundação. “Quase um ano depois da morte do professor Tarcísio, nós, amigos dele, resolvemos nos juntar e formar o núcleo. Em parte como homenagem e para manter viva a história de Bagé”, lembra.
Sobre o projeto Histórias de Vida, Gonçalves teceu o seguinte comentário: “é importante e interessante pelo fato de, pelo registro, pelo relato das pessoas que fazem parte da história da cidade e da ragião, se preservar a história, através da vida delas”. Depois disso, Gonçalves dirigiu-se para o palco do teatro.
Além do José Otávio Netto Gonçalves, já relataram suas vidas em Santa Thereza a atriz Iaiá Vernieri, o advogado João Bosco Abero, o pecuarista Nilo Romero, o artista plástico Danúbio Gonçalves e o tradicionalista Nicanor Azambuja.